DISTRITO FEDERAL ALCANçA O QUARTO LUGAR NO ENEM
Fonte: Correio Braziliense
Publicação: 19/07/2010 08:29
No rol das 50 melhores escolas do país, a capital federal participa com duas instituições. Uma delas conquistou a sexta posição entre as dez primeiras. Em 2008, apenas um colégio de Brasília apareceu no ranking brasileiro, na 46ª colocação.

Apenas duas escolas de Brasília integram o ranking das 50 melhores instituições públicas e privadas de ensino médio do Brasil. A classificação é resultado do desempenho dos alunos que se submeteram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado na última sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão vinculado ao Ministério da Educação. O Colégio Olimpo, criado em Goiânia e inaugurado há dois anos na capital federal, conquistou sexto lugar na lista nacional, com média de 736,33 pontos.

O Distrito Federal só reaparece na listagem na 50ª posição, ocupada pelo Sigma, que alcançou 701.55 de média. Em 2008, somente o Colégio Galois representava o DF no mesmo ranking, na 46ª posição. O Colégio Militar de Brasília, que conquistou média de 673,73, não garantiu lugar entre as primeiras colocadas da classificação geral, mas chegou ao rol das 50 instituições públicas com notas mais altas, situado na 38ª posição.

O levantamento também destacou os 50 estabelecimentos educacionais com os piores desempenhos e, entre eles, está o Centro de Ensino Fundamental 312 de Samambaia, que aparece na 49ª colocação. A média obtida pelos alunos — 379,15 — está abaixo da pontuação mínima de 400, como condição para conseguir o diploma de conclusão de ensino médio. No ensino privado, a pior colocada é a Escola Master II, em São Sebastião, com média de 483,32 pontos.

Avaliar se o Distrito Federal obteve melhorias qualitativas no sistema de ensino de 2008 e de 2009 com base nos resultados do exame não é tarefa fácil. Entre os 27 entes da Federação, o DF abocanhou a 4ª colocação, subindo três degraus em relação a 2008. Com a completa reformulação do teste, a avaliação do progresso do ensino ficou mais subjetiva. Primeiro, porque o Enem teve a metodologia, a aplicação e o sistema de avaliação reformulados. Além disso, para muitos especialistas, os números não refletem a real situação das escolas, já que a prova não é obrigatória. Em decorrência disso, somente a partir dos resultados de 2010 será possível fazer a comparação.

“A nota do Enem não é parâmetro para avaliar as instituições ou o sistema educacional”, destaca a coordenadora de Avaliação Educacional da Secretaria de Educação do DF, Gláucia Carvalho. Para ela, os alunos que não estão mais matriculados, mas, em algum momento, frequentaram determinada escola, podem se inscrever pela instituição e realizar o exame. Carvalho acrescenta que é preciso saber quantos alunos da instituição fizeram as provas para avaliar se eles realmente traduzem a metodologia de ensino das instituições que representam. “Muitos colégios têm notas brilhantes, obtidas por apenas um aluno”, avalia Gláucia.

Nova liderança
Nos últimos anos, os colégios Galois e Sigma têm disputado o título de melhor escola do Distrito Federal. Neste ano, porém, o dono do primeiro lugar no ranking do Enem é o Olimpo, instituição criada em Goiânia (GO) recém-chegada a Brasília. A diferença entre o Olimpo e o Sigma, segundo colocado, é de 35 pontos. O melhor desempenho rendeu ao Olimpo a sexta posição no ranking nacional das 50 melhores escolas —públicas e privadas — do Brasil. Esta foi a primeira participação do colégio no exame feito no Distrito Federal.

Para o diretor pedagógico e sócio do colégio, Dalton Franco, o desempenho é prova de que a metodologia do Olimpo capacita os alunos a realizar provas como o Enem, que exigem interação entre os conteúdos e interpretação, e os vestibulares tradicionais, considerados mais inflexíveis e segmentadores de matéria. “O Enem era considerado uma forma branda de avaliação. Mas ele desmistifica a teoria de que o aluno só entra na universidade com decoreba. Temos que preparar o aluno para qualquer desafio”, avalia.

O Olimpo chegou a Brasília há três anos com o curso pré-vestibular. Um ano depois, o grupo abriu a escola, exclusiva de ensino médio. Fisgou professores de Goiânia, do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais para integrar o corpo docente. A forma de ingresso é uma entrevista que avalia o grau de comprometimento do aluno com o ensino e, explica Dalton, a vontade do candidato em estudar no local. “Não queremos que os estudantes nos procurem por uma vontade dos pais. Tem que ser uma atitude espontânea”, reforça Dalton. Atualmente, são 105 alunos no ensino médio. “Queremos expandir sem perder qualidade”, diz Marcelo Moraes, diretor financeiro.

A liderança e o bom posicionamento nacional — a escola de Goiânia não figura na mesma lista — foi mais que bem recebida, mas não causou surpresa ao Olimpo. “Temos quatro pilares: quadro, giz, vontade de ensinar e vontade de aprender. Nosso objetivo é envolver os alunos, fazer com que eles estejam mais preparados ao estudar mais e melhor”, comenta Rodrigo Bernadelli, professor de física e diretor de ensino.

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