ESCOLA COM MELHOR DESEMPENHO NO ENEM NO DF TEM APENAS TRêS ANOS
Fonte: G1 - Notícias
Publicação: 12/09/2011 08:58
Primeiro colocado do Distrito Federal no grupo 1 do Enem 2010, o Colégio Olimpo alcança o melhor desempenho na prova pelo segundo ano consecutivo. Criada na capital federal há três anos, a escola lidera o ranking local desde que começou a participar do exame.

Com corredores tranquilos e seis turmas onde estão distribuídos 135 alunos, o colégio incentiva os alunos a permanecer o maior tempo possível estudando. “No ensino médio, eles têm atividade de segunda a sábado no turno matutino e há um contraturno com aula também. É uma carga horária que consegue preparar o estudante para todos os exames aplicados no Brasil, levando em consideração as diferentes modalidades de exame”, diz o diretor da instituição, Dalton Franco.

A escola fica aberta para aulas, plantões de dúvidas e estudos dos alunos. Os portões do colégio são abertos às 6h e fechados às 23h. “Criamos um ambiente acolhedor e familiar para que eles estudem na própria escola”, afirma o diretor.

Na cantina do colégio, além dos lanches típicos, é oferecido almoço balanceado, com cardápio preparado por nutricionista. “Muitos pais preferem vir almoçar na escola com os filhos. Esse se torna um momento para eles se integrarem à escola e acompanharem o desempenho dos filhos”, diz Franco.

O estudante Rafael Okida, 16 anos, é um dos jovens que passa o dia todo na escola. Em busca de uma vaga no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no curso de engenharia elétrica, ele chega ao local pela manhã e permanece até as 22h.

Este ano, ele foi o primeiro colocado geral no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), no curso de medicina. “Fiz o vestibular porque o professor fez uma aposta. Ele disse que daria uma coleção de livro de física para quem passasse para medicina na UnB”, recorda.

O corpo docente é um dos atrativos para manter os estudantes na escola. Dos 48 professores da instituição, que dão aulas no ensino fundamental 2 e no ensino médio, 17 são de outras cidades. Alguns ganham até R$ 15 mil por mês.

“Eles vêm de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São José dos Campos, Uberlândia, Descalvado (SP) e de Palmas. Confiamos e acreditamos que o trabalho que eles fazem é um trabalho de excelência. Por isso, independentemente do local onde eles residem, nós sempre bancamos a vinda deles”, disse o diretor Dalton Franco.

Se de um lado o investimento no corpo docente é máximo, do outro, a tecnologia não é prioridade. Os estudantes do colégio têm à disposição apenas um computador ligado à internet, localizado na biblioteca. “Não acredito que a tecnologia seja a salvação para a educação do país. Um dos pontos que contribuem para a educação de qualidade é o investimento no corpo docente”, defende o diretor da escola.



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